LIVRO:                                                  Tocando 7


Saudações!

Apresento aqui minha publicação TOCANDO 7, uma coletânea de estudos e peças voltadas ao estudo do violão de 7 cordas. 
Este livro é sobretudo um método. Método, como um procedimento ou caminho para alcançar determinado fim. Caminho de vivências, de experiências através de repertório; uma coletânea. Um auxílio para se adquirir determinada habilidade técnica.
Assim, esse livro, coletânea de peças e estudos (peça musical cuja finalidade é explorar uma dificuldade técnica própria do instrumento) compostos ou arranjados originalmente para o tradicional violão de 6 cordas e aqui, adaptados para o violão de 7 cordas, pretende servir como um método, um caminho que auxilie, principalmente, violonistas que acabam de migrar para o “7 cordas” e estão atravessando o momento de realizar a transição entre estes dois instrumentos.  

AS DUAS ESCOLAS 

Desde seu aparecimento no Brasil até os dias de hoje, o violão 7 cordas passou por transformações. Tais mudanças influenciaram a maneira de tocar e a forma de usar o instrumento. Hoje, o violão de 7 cordas se estabelece em duas escolas distintas. O violão de 7 cordas encordoado com cordas de aço (sendo a MI e SI de náilon), uso de dedeira e sétima afinada em DO, e o violão de 7 cordas encordoado com náilon, tocado sem dedeira e com a sétima podendo ser afinada em DO, SI e até LA. O primeiro, alguns autores chamam de violão de 7 cordas típico, ou tradicional, também de Violão de 7 cordas de aço. Consagrado nas mãos de Dino 7 Cordas e desenvolvido até os dias de hoje através do seu legado, por um número cada vez maior de instrumentistas. O segundo é mais recente. Um violão de 7 cordas com as mesmas características do violão "clássico" com o uso das cordas de náilon, o chamado violão de 7 cordas solista. Este surge em 1981, quando Luiz Otávio Braga, integrante da Camerata Carioca de Radamés Gnattali encomenda um instrumento com essas características, segundo ele, da necessidade de timbrar melhor seu violão com os demais instrumentos do grupo. A partir desta mudança, eis que um prodígio aluno de Dino, e seu colega de Camerata chamado Rafael Rabello, passou a usar um violão nesses moldes e este instrumento que há tantas décadas figurava como acompanhador, passava, em suas mãos à categoria de solista. A contribuição de Luiz Otávio Braga com sua invenção e a genialidade apaixonada de Rafael Rabello neste instrumento fez com que o violão de 7 cordas transpusesse seu lugar no choro, samba e diversos estilos.
A atuação do violonista de 7 cordas é muito ampla e a prática desses estudos e peças deve ser encarada como um divertimento, um desafio bom, que poderá trazer aprimoramento técnico e aumento em seu leque de possibilidades ao tocar. 

 Bom proveito! 

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